Plataforma online gratuita disponibiliza produção da VideoSaúde

por
Graça Portela
,
10/04/2018

“Uma plataforma gratuita que conecta filmes transformadores a espectadores ao redor do mundo”, assim se autodefine o Videocamp, uma plataforma que disponibiliza filmes que “provocam, emocionam e, acima de tudo, conectam e inspiram pessoas”, buscando mobilizar a sociedade “em prol de assutos relevantes” – os chamados “filmes transformadores”. E é nela que a VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz depositou os documentários – ‘Herança Social’, ‘Crack repensar’, ‘Saúde em trânsito’, ‘Parir é natural’, ‘Nuvens de veneno’, ‘Linha de corte’, ‘Mulheres das Águas’ e ‘Ehcimak Kirwañhe: um debate na saúde indígena’  – e que já estão com boas avaliações de público na plataforma.

A escolha do Videocamp não foi aleatória. Pesou a proposta de “transformação, mobilização e cidadania do projeto, compatível com a Política de Comunicação da Fiocruz”, segundo Wagner Oliveira, coordenador do Selo Fiocruz Vídeo. Pesou também o fato do Videocamp ser uma “excelente ponte entre a Fiocruz e a sociedade, neste caso representada pelos espectadores dos filmes e pelos educadores e mobilizadores que utilizam os filmes do catálogo para ações de educação e debate”, explica Oliveira. Ele também destaca os filmes disponíveis na Plataforma, exibidos em cinemas e festivais do Brasil e do exterior, “que trazem excelentes narrativas, sejam elas de conteúdo ou qualidade audiovisual”.

A ideia de uma plataforma online para filmes que transformem a vida das pessoas surgiu com o documentário “Criança é a alma do negócio”, em 2008 – primeira produção da Maria Farinha Filmes, produtora parceira do Instituto Alana. A partir desse momento, a estratégia foi toda desenvolvida tendo como base a produção de filmes de impacto, com foco em um planejamento de distribuição democrático para o acesso pelo maior número possível de pessoas. O que deu origem a necessidade da criação de uma plataforma capaz de sistematizar e registrar a trajetória desses filmes”, fala Josi Campos, coordenadora do Videocamp.”

Novo público

A Plataforma já viabilizou cerca de 20 mil exibições em mais de 90 países, para mais de 800 mil pessoas – números que impressionam e que vêm crescendo, como explica a coordenadora: “aproximadamente  dez mil pessoas entram no site por mês, mas um número que nos é muito caro é o de pessoas que se tornam exibidoras. Ou seja, multiplicadoras dos filmes e de seus temas”.

A escolha dos filmes tem como critério, além da qualidade da produção, como as questões técnicas, som, imagem e etc, a possibilidade de reflexão ou de pensamento crítico. “Acreditamos que a cultura transforma”, afirma Josi Campos.

A Plataforma tem um olhar especial para os exibidores – qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, que queira realizar os vídeos para uma plateia de, no mínimo, cinco pessoas, pode fazê-lo – essa é a filosofia do Videocamp. “Acreditamos no assistir coletivo, na troca de percepções, no pensar coletivo que as exibições trazem”, explica Josi Campos, que também afirma que 46% do público da Plataforma são de educadores – “ou melhor, se reconhecem como educadores, pode ser um líder comunitário e não necessáriamente um educador formal”. Cerca de 400 filmes estão disponíveis na Plataforma.

Ela chama ainda atenção para a iniciativa da VideoSaúde: “foi um movimento feliz. A Fiocruz entende que há uma audiência qualificada no Videocamp”, ressalta. E é justamente esse público que despertou a atenção de Wagner Oliveira: “Educadores e mobilizadores que empregam filmes em ações de cidadania e de debate. O Videocamp mantém um rol de pessoas com este perfil”. Oliveira afirma que “em pouco tempo, já tivemos exibições de nossos filmes em maternidades, escolas e até numa feira de agroecologia. Abrimos, assim, uma outra janela de exibição, superqualificada”, comemora.

O coordenador do Selo Fiocruz Vídeo acredita que há um retorno maior para a VideoSaúde, que é “ampliar o debate a respeito de temas de saúde coletiva e ter mais indicativos sobre o que os espectadores e educadores acharam do filme enquanto objeto de mobilização e educação”.  Um exemplo disso, é a surpresa positiva que a coordenadora do Videocamp teve com o documentário “Saúde em trânsito”: “É um jeito diferente de olhar a violência no trânsito, para que mais pessoas possam conversar e entender o assunto sob uma outra ótica –a de que essa é uma questão de saúde pública”, afirma Josi Campos.

Wagner Oliveira está otimista com mais este passo dado pela VideoSaúde Distribuidora: “assim como teses e pesquisas precisam sair das prateleiras, filmes precisam ser assistidos e circular muito. O audiovisual é um poderoso espaço para transformações políticas e sociais”, afirma.

 

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