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Galeria a Céu Aberto apresenta exposição fotográfica de João Roberto Ripper

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Assessoria de Comunicação do Icict
| Atualizado
Mãe e filha haitianas refugiadas em fotografia de protesto contra violência de gênero e desrespeito aos direitos humanos (Foto: Ripper)
Mãe e filha haitianas refugiadas em fotografia de protesto contra violência de gênero e desrespeito aos direitos humanos (Foto: Ripper). Imagem ficará em exibição no novo espaço expositivo do Icict, com 330 metros quadrados, ao lado da Biblioteca de Manguinhos.

O Icict abre na segunda-feira (15/6), às 9h, a Galeria a Céu Aberto, espaço de exposições e convivência dedicado a valorizar a relação entre fotografia, saúde e direitos humanos. A área está localizada no gramado lateral da Biblioteca de Manguinhos.

A exposição 'Humanidades' marca a abertura do espaço, reunindo 20 fotografias do acervo de João Roberto Ripper, fotógrafo com mais de 50 anos dedicados à defesa dos direitos humanos e da memória do Brasil. A curadoria é do fotógrafo e professor Dante Gastaldoni. Idealizada pelo pesquisador do Icict Rodrigo Murtinho, com patrocínio da Fiotec e apoio da Presidência da Fiocruz, a iniciativa faz parte das celebrações pelos 126 anos da Fiocruz e 40 anos do Icict.

Para Ripper, a exposição é uma oportunidade de refletir sobre a vida do povo brasileiro. “Espero que as imagens possam atingir o público e fazer com que eles reflitam sobre a realidade que é vivida pela maioria da população brasileira. Uma realidade que tem a deliciosa teimosia de ser feliz”, explica. 

'Humanidades', a exposição inaugural

A curadoria da exposição 'Humanidades' é do professor Dante Gastaldoni, que define a mostra como uma síntese da abordagem humanista e popular presente no trabalho do fotógrafo: “Ripper vem de uma escola de ‘fotografia humanista’, mesclada com algo que mais recentemente passou a ser chamado de ‘fotografia popular’, embora essa abordagem comprometida com as lutas populares seja a essência de seu trabalho fotográfico nos últimos 50 anos. O curioso é que a expressão fotografia popular em si já sugere um quê de totalidade, mas a gente achou interessante falar de ‘Humanidades’, no plural, como quem abraça a diversidade e reforça o campo das Ciências Humanas, frequentemente assim denominado”, define o curador.

Por mais de 50 anos, Ripper fotografou as lutas dos povos em todo o Brasil, a beleza e a diversidade, em campos e cidades, entre comunidades tradicionais, povos indígenas e favelas. Esses e outros registros fazem parte do Acervo João Roberto Ripper, no Fiocruz Imagens. Integrando as iniciativas de Acesso Aberto da Fiocruz, o projeto foi desenvolvido em prol da conservação e divulgação do trabalho do fotodocumentarista e reúne aproximadamente 140 mil fotogramas em película.

Um novo espaço de arte e convivência

Com aproximadamente 330 metros quadrados e 22 faces expositivas, a Galeria a Céu Aberto foi projetada pelo arquiteto Gustavo Guimarães, da Coordenação-Geral de Infraestrutura dos Campi (Cogic). Pensado como um espaço acessível e integrado ao cotidiano, o projeto priorizou materiais adequados ao uso externo e de longa durabilidade, garantindo conforto, segurança e sustentabilidade. 


Serviço

Inauguração da Galeria a Céu Aberto e da exposição Humanidades

Data: 15/06/2026 
Horário: a partir de 9h

Mesa institucional de abertura, com as participações do fotógrafo João Roberto Ripper e do curador Dante Gastaldoni, além de representantes da Fiocruz e do Icict.