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Obras raras

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Mosaico com livros, folheto e vitrais da Seção de Obras Raras, da Biblioteca de Manguinhos. Arte: Thays Coutinho/Ascom.

A Seção de Obras Raras A.Overmeer guarda os primeiros itens que formaram a coleção da Biblioteca de Manguinhos. Seu acervo é composto por obras raras e especiais do século XVII ao XXI.  

O acervo bibliográfico da Biblioteca de Manguinhos é parte do patrimônio cultural científico brasileiro, memória de conquistas no campo da Ciência e da Saúde no Brasil.

A Seção mantém um acervo de aproximadamente 55 mil itens, como livros, teses, folhetos e periódicos.

Atividades:

  • Atendimento ao usuário;
  • Catalogação;
  • Preservação do acervo;
  • Visitas guiadas;
  • Exposições;
  • Catálogos. 

História & Acervo

Salão da Seção de Obras Raras, no Castelo da Fiocruz. Foto: Rodrigo Méxas.Em 1900, o acervo da Biblioteca de Manguinhos começava a ser formado, com a chegada dos primeiros livros e periódicos científicos ao então Instituto Soroterápico Federal.  

Desde o início de formação dessa coleção, existia o interesse de adquirir obras raras e especiais da área científica, que representavam a evolução da ciência no Brasil e no mundo. O sanitarista Arthur Neiva e o bibliotecário Assuerus Hippolytus Overmeer foram os primeiros responsáveis pela obtenção dessas obras.  

Overmeer era um holandês estudioso e colecionador de livros, contratado por Oswaldo Cruz, em 1909, para administrar e organizar a Biblioteca de Manguinhos. Foi o primeiro bibliotecário da Fiocruz.

Por isso, nos anos 2000, a Seção de Obras Raras recebeu o seu nome, em homenagem ao trabalho realizado em 35 anos dedicados à biblioteca do instituto.  

Localizada no terceiro andar do Castelo (foto), a Seção de Obras Raras ocupa o espaço original da Biblioteca de Manguinhos que transferiu parte de sua coleção para o Pavilhão Haity Moussatché em 1995.

Destaques

O acervo da Seção de Obras Raras abriga diferentes tipos de materiais na área científica.  Entre os destaques da coleção, está o primeiro tratado de  História Natural do Brasil, de Willem Piso e Georg Marggraf. Denominado “Historia naturalis brasiliae”, o exemplar foi publicado em 1648.    

Outra obra de grande importância é o manuscrito “Formulário médico” de 1703. É um caderno de receitas médicas, registrado por MoWBrasil e Programa Memória do Mundo da Unesco, em 2017.  

Também estão guardadas obras que pertenceram a pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, como parte da coleção privada de Oswaldo Cruz, exemplares de Carlos Chagas, Arthur Neiva, Adolpho Lutz, entre outros cientistas conhecidos. As coleções pessoais dos pesquisadores Fernandes Figueira e Hayti Moussatché foram doadas e incluídas no acervo.

Além disso, existem mais de 600 títulos de revistas internacionais e nacionais de reconhecido valor científico, incluindo periódicos brasileiros dos séculos XVIII, XIX e XX.

Curiosidades:  

  • A coleção possui uma encadernação própria, feita em sua maioria com couro vermelho, gravação em dourado e folha de guarda em padrão mourisco, modelo escolhido pelo próprio Oswaldo Cruz.
  • A estante que abriga o acervo foi confeccionada por uma empresa de propriedade do bibliotecário Melvil Dewey, em 1913. É um modelo bastante moderno para o período, em aço, com iluminação setorizada, chão de vidro e portas com telas.
  • Atualmente, a Seção possui um espaço dedicado à conservação de sua coleção, onde técnicos especializados do Laboratório de Conservação e Preservação de Documentos do Icict realizam reparos, higienização e acondicionamento do material bibliográfico.  
Texto antes do destaque

Preservação

A Biblioteca Digital de Obras Raras e Especiais da Fiocruz é a parte mais visível de um intenso trabalho para preservação de cerca de 55 mil itens, que datam desde o século XVII. O site mostra o que a Biblioteca de Obras Raras guarda e vem digitalizando na atualidade.

Muitas dessas obras são únicas ou difíceis de serem encontradas em outros acervos. De fato, elas existem até hoje justamente porque a cultura preservacionista é uma característica da Fiocruz, desde sua fundação.

A própria estrutura da Biblioteca de Obras Raras, situada no Castelo, revela várias demonstrações das iniciativas de preservação desde o início do século XX. Por exemplo: as estantes da biblioteca são de 1913 e já eram adequadas para a preservação das obras físicas.

Essa percepção da importância de manter a produção científica ao longo do tempo e permitir a consulta a ela tem duas vertentes principais. Uma é a de que a ciência só avança a partir de um processo cumulativo de conhecimento e é por isso que manter seus registros antigos tem valor histórico, científico e até mesmo simbólico. Outra é que os materiais antigos têm valor cultural por sua história e raridade e são um patrimônio de toda a sociedade brasileira.

Assim, a Seção de Obras Raras atua em várias vertentes relacionadas ao cuidado das obras e a disponibilidade delas para consulta. Por um lado, está a preservação dos exemplares físicos, em associação com o Lacopd, que atua na conservação e restauro de obras. Por outro tem a seleção das obras para guarda, digitalização e disponibilização no Catálogo Mourisco e na Biblioteca Digital.

A Seção de Obras Raras também organiza exposições para divulgação dos materiais e atende o público para a consulta de obras físicas e visitas técnicas e institucionais. Todas as visitas são feitas por meio de agendamento prévio.

Site

Para divulgar e ampliar o acesso ao acervo raro e especial de suas bibliotecas, a Fundação lançou o site Obras Raras Fiocruz, disponível para usuários de todo o mundo. A Seção de Obras Raras A. Overmeer contribui ativamente para iniciativa.
 

Imagem
Obras Raras Fiocruz
​Centenas de obras digitalizadas, disponíveis para baixar gratuitamente.
Mídias Sociais

Obras raras: destaques

Discos remanescentes de campanhas sanitárias do antigo Instituto Oswaldo Cruz.

Discos remanescentes de campanhas sanitárias do antigo Instituto Oswaldo Cruz.

Foto: Rodrigo Mexas/Multimeios.
Detalhe do manuscrito Formulário Médico, patrimônio documental reconhecido  pela Unesco.

Detalhe do manuscrito Formulário Médico, patrimônio documental reconhecido pela Unesco.

Rodrigo Mexas/Multimeios.
Manuscrito Formulário Médico, patrimônio documental reconhecido  pela Unesco.

Manuscrito Formulário Médico, patrimônio documental reconhecido pela Unesco.

Rodrigo Mexas/Multimeios.
Materiais do Acervo Moussatche.

Materiais do Acervo Moussatche.

Rodrigo Mexas/Multimeios.
Livro História Naturalis Brasiliae, primeiro tratado de história natural do Brasil.

Livro História Naturalis Brasiliae, primeiro tratado de história natural do Brasil.

Rodrigo Mexas/Multimeios.
Pau Brasil, no livro História Naturalis Brasiliae, primeiro tratado de história natural do Brasil.

Pau Brasil, no livro História Naturalis Brasiliae, primeiro tratado de história natural do Brasil.

Rodrigo Mexas/Multimeios.
Detalhe de inseto no livro História Naturalis Brasiliae, primeiro tratado de história natural do Brasil.

Detalhe de inseto no livro História Naturalis Brasiliae, primeiro tratado de história natural do Brasil.

Foto: Rodrigo Mexas/Multimeios.
Livro mais antigo, Rimas Sacras, de 1616, da Coleção Fernandes Figueira.

Livro mais antigo, Rimas Sacras, de 1616, da Coleção Fernandes Figueira.

Foto: Rodrigo Mexas/Multimeios.
Fascículo do periódico Annalen der Phisik, autografado por Albert Einstein.

Fascículo do periódico Annalen der Phisik, autografado por Albert Einstein.

Foto: Rodrigo Mexas/Multimeios.
Detalhe do periódico Annalen der Phisik, autografado por Albert Einstein.

Detalhe do periódico Annalen der Phisik, autografado por Albert Einstein.

Foto: Rodrigo Mexas/Multimeios.

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