A décima edição do Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (10º CSHS) tem como tema 'Ambiente, Saúde e Interculturalidade: os desafios do século XXI para uma vida em conexão com os territórios'. As inscrições para o congresso podem ser realizadas até o dia 3/9.
Primeiro congresso da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) na região Norte, o evento vai acontecer em Manaus (AM), no Campus Universitário Arthur Virgílio Filho, sede da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), de 16 a 19 de setembro de 2026, com atividades pré-congresso nos dias 15 e 16.
Organizado pela Comissão de Ciências Sociais e Humanas em Saúde da Abrasco, o evento, em sua décima edição, conta com o apoio da Universidade do Estado do Amazonas, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), da Universidade Federal do Oeste do Pará e da Ufam.
Capacitação & Apresentação de trabalhos
Ao longo do evento, os pesquisadores do Icict vão promover capacitações, relacionadas à literacia em saúde e ao monitoramento do Sistema Único de Saúde. As oficinas e minicursos possuem inscrições específicas.
Parte da programação do evento, os trabalhos a serem apresentados abordam temas relacionados à saúde, sobre pessoas idosas, saúde digital, saúde mental, racismo, morbidade na Amazônia Legal, violência discursiva e produção audiovisual.
Cursos
- Oficina 49 - Literacia em Saúde, Educação Midiática e Educação em Informação para promoção da confiança na ciência e enfrentamento ao negacionismo científico
Ementa:
No âmbito de desordem informacional e produção, compartilhamento e uso de informações falsas, desinformações e discursos de ódio, emerge a preocupação com a chamada integridade da informação, que as Nações Unidas (2023) têm relacionado à confiabilidade, ao equilíbrio e à completude das informações às quais os cidadãos têm acesso. O aumento de possibilidades de interações pode ser visto como algo benéfico na medida em que as dinâmicas de comunicação e informação não estão situadas nos limites geográficos e linguísticos.Por outro lado, a capilaridade deste “território sem limites” é constituída pela afinidade em bolhas de comunicação e informação construídas por vieses de confirmação que engajam e tornam públicas manifestações que ecoam opiniões sem compromisso com a verdade, promovendo a perda da realidade compartilhada (Ressa, 2022) e, com isso, a empatia. E é neste contexto que a desinformação científica, o negacionismo científico e o discurso anticiência são utilizados como estratégias de disputas narrativas sobre a ciência e a produção do conhecimento científico.
Nesse sentido, reconhece-se a literacia em saúde - health literacy (Organização Mundial da Saúde) como possibilidade, a partir da educação em informação e a educação midiática - media and information literacy (UNESCO),como possibilidades de enfrentamento à desordem informacional por meio de um curso sobre desinformação, informação falsa, discurso de ódio na construção da esfera pública digital (Jurgen Habermas), na construção da opinião pública sobre autoridades epistêmicas no campo da saúde. Como objetivo, a promoção do pensamento crítico e ético sobre as práticas informacionais. Serão realizadas exposições sobre a temática, seguidas de uma roda de conversa e atividades práticas sobre avaliação de fontes de informação.
Local: Ufam - ICB - Paulo Bürhnheim - Térreo - Sala 1 (40 pax)
Inscrições por e-mail marianna.zattar@fiocruz.br
Terça (15/9), das 8h30 às 17h
Pesquisadora Marianna Zattar
- Oficina 57 - Elaboração de indicadores de desempenho da atenção primária à saúde para redução de iniquidades
Ementa:
Oficina tem como objetivo explorar e debater possibilidades e limitações na construção de indicadores para avaliação do desempenho da Atenção Primária à Saúde. Destaca especialmente a determinação e os determinantes da saúde, no intuito de apoiar a redução das iniquidades em escalas locais e regionais e nos mais diversos territórios. Parte-se do constructo teórico e metodológico do Projeto de Avaliação do Desempenho do Sistema de Saúde (Proadess) como fio condutor para a realização da oficina. O Proadess, desde 2003, apresenta uma proposta de avaliação pautada pela concepção legal do SUS, seus objetivos e prioridades, a partir da construção de uma matriz de dimensões e subdimensões, considerando o contexto político, social, econômico e a conformação do sistema de saúde.Essa matriz é composta por quatro grandes dimensões (determinantes da saúde, condições de saúde da população, sistema de saúde e desempenho dos serviços de saúde) e suas respectivas subdimensões, tendo a equidade como um eixo transversal às dimensões avaliativas. Seu uso no planejamento e gestão das políticas públicas em saúde pode contribuir para um aperfeiçoamento da avaliação em saúde e redução de desigualdades e iniquidades. Assim, pretende reunir profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS), além de estudiosos de questões relacionadas, que possam contribuir à reflexão sobre possibilidades e limitações da avaliação do desempenho deste nível de atenção para além da gestão local e das equipes, em nível municipal, regional, estadual e nacional.
Local: psicologia - 1º andar - Sala 2 (50 pax)
Inscrições por e-mail para proadess@fiocruz.br
Terça (15/9), das 8h30 às 11h50
Pesquisadora Carolina de Campos Carvalho
- Minicurso 16 - Monitoramento e avaliação do Sistema de Saúde: o uso estratégico de indicadores para alcançar a equidade
Ementa: O curso incentivará o uso de indicadores e informações para a gestão do SUS, visando à redução de desigualdades e à promoção de uma ciência em saúde coletiva que dialogue efetivamente com os territórios, partindo do arcabouço teórico metodológico do Projeto de Avaliação do Desempenho do Sistema de Saúde (Proadess), desenvolvido no Icict/Fiocruz. O Proadess, desde 2003, apresenta uma proposta pautada pela concepção legal do SUS, seus objetivos e prioridades, a partir da construção de uma matriz composta por quatro grandes dimensões (determinantes da saúde, condições de saúde da população, sistema de saúde e desempenho dos serviços de saúde) e suas respectivas subdimensões, tendo a equidade como um eixo transversal na avaliação.
Objetivos: apresentar o modelo conceitual e a plataforma do Proadess como ferramentas de monitoramento da equidade no SUS; incentivar o uso de indicadores de saúde no planejamento e gestão dos serviços de saúde e em ações para a redução das desigualdades e iniquidades em saúde; analisar criticamente a aplicabilidade de indicadores universais em contextos de diversidade cultural e desafios territoriais específicos; debater a inclusão de dimensões relacionadas ao ambiente e clima na avaliação do desempenho dos serviços de saúde; colaborar para o aprimoramento da plataforma a partir do diálogo com as experiências locais dos participantes. A atividade será presencial (8h) e utilizará metodologias participativas, incluindo: exposições sobre os marcos teóricos da avaliação de sistemas de saúde e equidade e oficina prática de navegação e análise de dados na plataforma Proadess.
Local: ICB - Paulo Bürhnheim - Térreo - Sala 3 (40 pax)
Inscrições no site do evento até 4/9
Quarta (16/9), das 8h30 às 16h30
Pesquisadora Carolina de Campos Carvalho
Apresentação de trabalhos
Comunicação Oral
Comunicação Oral C022.1
Equidade no acesso digital à saúde: contribuições para a avaliação do desempenho do sistema de saúde
Quinta (17/9), das 13h10 às 14h40
Pesquisadores do Icict Carolina de Campos Carvalho e Ricardo Dantas
Comunicação Oral CO13.7
Um decreto, uma ação política e múltiplas consequências: "Lei Elói chaves", narrativas sobre assistência e suas consequências para o SUS
Quinta (17/9), das 13h10 às 14h40
Pesquisador do Icict Wilson Borges
Comunicação Oral CO5.2
Interlocuções em conversação: construção de uma pesquisa que busca a descolonização do SUS
Sexta (18/09), das 13h10 às 14h40
Pesquisadora do Icict Inesita Araújo
Comunicação Oral CO7.3
Quando a média oculta: desigualdades raciais na mortalidade evitável por causas externas em pessoas idosas segundo unidades federativas
Sábado (19/09), das 13h10 às 14h40
Pesquisadora Dalia Romero
Comunicação Oral Curta
Comunicação Oral Curta COC15.1
Os condenados da saúde: a violência discursiva e os familiares das vítimas do Massacre da Penha
Sexta (18/9), das 8h30 às 10h
Pesquisadora Izamara Bastos
Comunicação Oral Curta COC8.2
Morbidade na Amazônia legal: desafios das doenças transmissíveis e crônicas não transmissíveis entre 2011 e 2021
Sábado (19/9), das 8h30 às 10h
Pesquisadores Carolina de Campos Carvalho e Ricardo Dantas
Comunicação Oral Curta COC22.4
Saúde nas mídias digitais: uma análise da hashtag #postinhodesaúde no Instagram
Sábado (19/9), das 8h30 às 10h
Jornalista do Icict André Bezerra
Comunicação Oral Curta COC19.2
O privilégio espacial da individualidade: racismo, vigilância e saúde mental
Sábado (19/9), das 8h30 às 10h
Pesquisador Ícaro Ferraz Vidal Júnior
Outras Linguagens
Outras linguagens OL6
O que ainda nos move em defesa do SUS? A produção audiovisual em saúde alinhada aos princípios do Sistema Único de Saúde
Sábado (19/9), das 13h10 às 14h40
Pesquisadora Daniela Muzi