conteúdo principal

Observatório de Clima e Saúde alerta para possíveis impactos do 'El Niño' na saúde e reforça medidas de prevenção

Compartilhar: whatsapp X
Por
Assessoria de Comunicação do Icict
| Atualizado
Imagem de deslizamento de terra após fortes chuvas
Observatório de Clima e Saúde alerta para os possíveis impactos da chegada do El Niño. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O Observatório de Clima e Saúde da Fiocruz alerta, por meio de Nota Técnica, para a possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo de 2026, fenômeno climático que pode alterar padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do país e aumentar riscos para a saúde da população.

El Niño é um fenômeno oceânico-atmosférico caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, capaz de influenciar o clima em diversas partes do mundo. No Brasil, seus efeitos mais comuns incluem aumento das chuvas na região Sul e redução das precipitações nas regiões Norte e Nordeste.

De acordo com a nota, a eventual chegada do fenômeno exige atenção dos serviços públicos e da população devido ao potencial de agravar eventos extremos. No Sul, a maior ocorrência de chuvas pode elevar o risco de tempestades, enchentes e inundações. Nessas situações, aumentam também os riscos de doenças associadas à água contaminada, impactos na saúde mental e interrupções no acesso aos serviços de saúde.

Nas regiões Norte e Nordeste, a redução das chuvas pode intensificar períodos de seca, favorecendo a escassez de recursos hídricos, queimadas, calor extremo, insegurança alimentar e problemas de saúde relacionados à desidratação. No Centro-Oeste e Sudeste, os efeitos tendem a ser mais variáveis, exigindo vigilância para episódios tanto de estiagem quanto de chuvas intensas.

O documento destaca que o El Niño não atua isoladamente, mas pode ampliar vulnerabilidades socioambientais já existentes. Por isso, a adoção de medidas preventivas e o acompanhamento das informações oficiais são fundamentais para reduzir impactos sobre a saúde da população.

As medidas preventivas sugeridas estão organizadas em quatro níveis de atuação: atenção, alerta, emergência e recuperação. Entre as ações recomendadas estão:

  • o monitoramento contínuo de dados e indicadores;
  • a divulgação de informativos regulares à população;
  • e a elaboração de planos de resposta capazes de viabilizar a evacuação de áreas de risco e assegurar a continuidade dos serviços de saúde.

A nota orienta ainda que a população acompanhe boletins e alertas emitidos por órgãos meteorológicos e pela Defesa Civil, especialmente em áreas sujeitas a chuvas intensas ou seca prolongada. Em locais com risco de enchentes, as pessoas devem evitar áreas alagadas e seguir as orientações das autoridades locais. Já em regiões com possibilidade de estiagem e calor intenso, é importante reforçar os cuidados com a hidratação e o uso consciente da água. Em áreas afetadas por queimadas e fumaça, crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias devem redobrar os cuidados e evitar exposição prolongada à poluição do ar.

Acesse a Nota Técnica.