Estão disponíveis on-line e de forma gratuita materiais técnicos desenvolvidos no âmbito do projeto ArboAlvo, pensados para apoiar a tomada de decisão no Sistema Único de Saúde (SUS) em relação a estratégias de vigilância e resposta às arboviroses urbanas em território nacional. Criado em parceria com o Ministério da Saúde (MS), o ArboAlvo tem como objetivo apoiar a formulação de metodologias que fortaleçam o controle de doenças como dengue, Zika e chikungunya em diferentes regiões do país. O pesquisador do Icict, Christovam Barcellos, faz parte da coordenação colegiada do projeto.
A iniciativa busca o desenvolvimento de ferramentas para estratificação de áreas de risco de transmissão dos arbovírus, com base em parâmetros epidemiológicos, entomológicos, ambientais e sociodemográficos. Os materiais foram formulados com o apoio de cientistas e profissionais de saúde de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS) e Natal (RN).
O projeto conta com financiamento do MS e é coordenado pela pesquisadora Nildimar Honório, do Laboratório de Interações Vírus-Hospedeiro do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Participam da coordenação colegiada Paulo Roberto de Abreu Bruno, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz); Christovam Barcellos, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz); e Bianca Leandro, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz).
Há ainda a consultoria científica de Paulo Chagastelles Sabroza (Ensp/Fiocruz) e Veerle Vanlerberghe (Institute of Tropical Medicine Antwerp), além da participação de pesquisadores do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz), da Fiocruz Minas, dos Institutos de Estudos em Saúde Coletiva e de Matemática da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Manual com metodologias para identificar áreas prioritárias

O Manual ArboAlvo reúne metodologias que ajudam gestores e equipes de vigilância a identificar quais áreas das cidades apresentam maior risco para a ocorrência de arboviroses. Para isso, os métodos combinam informações sobre casos da doença, presença do mosquito Aedes aegypti e características do território, como condições ambientais e sociais. Essas ferramentas auxiliam no planejamento das ações de vigilância, permitindo direcionar esforços e recursos para os locais que mais precisam de intervenção.
Atlas com mapas que mostram a distribuição do risco no território

O Atlas ArboAlvo apresenta mapas que integram diferentes tipos de informação sobre as arboviroses no Brasil. O material permite visualizar, de forma clara, onde o risco é maior, considerando dados epidemiológicos, entomológicos e socioambientais. O produto contribui para uma compreensão mais ampla da relação entre o território, a presença do Aedes e a ocorrência das doenças.
Protocolos com orientações práticas para aplicação das metodologias

Os ArboPOP’s são protocolos operacionais que explicam, passo a passo, como aplicar as metodologias de estratificação de risco na prática, considerando a realidade de cada município. Os documentos foram elaborados pelos próprios profissionais das cidades envolvidas no projeto. Confira: Belo Horizonte (MG); Campo Grande (MS); e Natal (RN).