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Linha do Tempo: história dos sistemas de informação em saúde no Brasil

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Card em fundo laranja, com ilustrações e esquema visual da linha do tempo de 35 anos de dados no SUS.
O Sistema Único de Saúde também é um sistema robusto de redes e informações que começou a ser pensado nos anos 1950 e passou a ser plenamente implementado em 1991

Em 2025, o Brasil comemorou os 35 anos de existência do Sistema Único de Saúde, o SUS, criado por lei em 1990. No ano seguinte, nasceu o DataSUS, responsável pelo sistema de informática que abriga diversas plataformas de informação em saúde. Por meio delas, são produzidos dados que alimentam as decisões sobre políticas públicas e organização dos serviços de saúde. Seu surgimento é contemporâneo à incorporação do direito universal à saúde na Constituição brasileira, em 1988, que também define que o Estado tem a obrigação de fazer valer esse direito.

 

Com a consolidação do SUS na década de 1990, os sistemas de informação se tornam instrumentos estratégicos para formulação e implementação de políticas de saúde.

Antes disso, o Brasil coletou e organizou estatísticas sobre a saúde da população com diferentes finalidades e de maneira pulverizada.  Nos anos 1970, os registros em saúde eram usados principalmente para o controle de gastos. A partir dos anos 1980, com o retorno à democracia, a saúde passa a ser reconhecida como um direito social e as informações como um instrumento de apoio para tomada de decisões e formulação de políticas públicas.

Com a consolidação do SUS na década de 1990, os sistemas de informação se tornam instrumentos estratégicos para formulação e implementação de políticas de saúde. Durante a última década do século XX o Brasil criou a maioria dos sistemas que coletam, armazenam e processam dados sobre nascimentos, atendimentos hospitalares e ambulatoriais, vacinação e eventos sensíveis, como epidemias, incidência de doenças e agravos de notificação obrigatória.

Esses processos transformam os registros estatísticos em informações, que são utilizadas para orientar a tomada de decisões, definir estratégias, e desenhar políticas públicas em saúde. No Brasil, essas informações também estão disponíveis em formatos abertos para fins de controle social. Elas servem como matéria-prima para investigações jornalísticas e pesquisas acadêmicas, mas também orientam ações e demandas da sociedade civil.

Nessa linha do tempo você vai conhecer a história de como um país continental como o Brasil, com um sistema público de saúde espalhado por todo seu território nacional e capacitado para atender uma população de mais de 200 milhões de pessoas, criou e mantém um sistema de estatísticas que é referência no mundo todo.

 

 

Reportagem: Aline Gatto Boueri
Design de informação: Marília Ferrari
Edição: André Bezerra