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Fiocruz abre as portas para 150 alunas no Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

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Informações de Liseane Morosini (CDC/Vpeic)
| Atualizado
Foto da edição 2025 da Imersão do Verão, relacionada ao projeto Mulheres e Meninas na Ciência
Na edição de 2025, boas-vindas às participantes no Centro de Recepção da Fiocruz (Foto: Cris Vicente)

Microscópios, jalecos e sonhos em construção. Esta é a Imersão no Verão, uma iniciativa que já entrou para o calendário da Fiocruz e que, este ano, receberá cerca de 150 alunas da rede pública do Rio de Janeiro, entre 9 e 11 de fevereiro, das 8h às 17h, para conhecer, na prática, como se constrói a ciência.  No Icict, a garotada vai conhecer um pouco do Instituto e sua história, aproveitando para visitar laboratórios e explorar a Biblioteca de Manguinhos. 

Imersão no Verão 2026

Nesta edição do projeto, estão programadas 40 atividades, que envolvem mais de 200 mulheres, entre pesquisadoras e profissionais da saúde e pós-graduandas, de 13 unidades técnico-científicas.

Serão promovidas experiências em laboratórios, rodas de conversa e dinâmicas de grupo, palestras, jogos educativos, visita à fábrica de vacinas, atividades culturais e muito mais. As atividades integram as celebrações pelo Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência (11/02). 

Mulheres e Meninas na Ciência 

A Imersão no Verão 2026 é uma ação do Programa Mulheres e Meninas na Ciência e é organizada pela Coordenação de Divulgação Científica (CDC), da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic). O evento aposta na experiência prática como um caminho para ampliar o acesso, a representatividade e o protagonismo nas áreas científicas em que há sub-representação feminina. Para Cristina Araripe, coordenadora do programa, essa edição reforça o compromisso da Fiocruz em reduzir a desigualdade de gênero na ciência e em construir novas trajetórias, incentivando que a curiosidade das jovens se converta em futuro profissional.  

A coordenadora assegura que esta vivência é transformadora, pois coloca as alunas no centro da ação científica. “As estudantes vão observar qual é o caminho seguido a partir da pergunta de pesquisa até seu resultado e como a produção científica é desenvolvida”, observa. Voltada para estudantes que se identificam com o gênero feminino, residentes no estado do Rio e matriculadas no Ensino Médio em escolas públicas em 2026, a Imersão no Verão permite que as estudantes tenham a oportunidade de verem de perto a produção do conhecimento em uma instituição pública de referência em pesquisa e inovação em saúde. “É um mergulho na ciência”, diz Cristina. “Queremos desmistificar a carreira científica e apresentar trajetórias reais de mulheres que fazem ciência, mostrando os desafios e as conquistas de cada uma na profissão”.  

Pela Biblioteca de Manguinhos 

Na terça-feira (10/02), as estudantes vão realizar atividades no Icict, com mulheres que atuam em diferentes áreas. Guiadas por Juliana Krapp (coordenadora da Portinho Livre) e Renata Rezende (Ascom/Eventos), vão conhecer a Biblioteca de Manguinhos e a direção do Instituto .

As meninas terão a oportunidade de aprender um pouco sobre o trabalho realizado no Icict e a atuação de suas quatro vice-diretoras – Ingrid Jann (Gestão e Desenvolvimento Institucional), Renata Gracie (Pesquisa), Tania Santos (Comunicação e Informação) e Kizi Araújo (Ensino).  

Em seguida, participarão de atividades em diferentes laboratórios, com as pesquisadoras Renata Gracie (Observatório de Clima e Saúde), Marianna Zattar (LICTS), Dalia Romero (LIS) e Giseli Damacena (LIS). 
 

Unidades envolvidas

As práticas da Imersão no Verão 2026 estarão distribuídas por diferentes campi da Fiocruz, no Rio de Janeiro, em dois turnos, e as atividades serão coordenadas por 67 pesquisadoras. No Campus Manguinhos, que concentra a maior parte das ações, participam:  

  • Casa de Oswaldo Cruz (COC), 12 estudantes;  
  • Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS), com 14;  
  • Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), com 50;  
  • Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), com 10;  
  • Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (Elsa), com 3;  
  • Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), com 7;  
  • Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), com 7;  
  • Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), com 8;  
  • Instituto Oswaldo Cruz (IOC), com 35);  
  • Plataforma Tecnológica Institucional, com 2;  
  • Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde (VPPCB), com 6.  

No Flamengo, o Instituto Fernandes Figueira (IFF) receberá 4 estudantes. E a unidade de Farmanguinhos (FAR), 3 estudantes.

Sobre a iniciativa  

Comemorado em 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência mobiliza trabalhadoras de várias unidades técnico-científicas regionais e escritórios da Fundação. Desde 2019, as celebrações do Dia Internacional acontecem no Rio e em outras regionais da Fundação, com atividades variadas. A data foi instituída na Assembleia Geral da ONU, para dar visibilidade ao trabalho das mulheres cientistas e incentivar jovens estudantes a seguirem carreiras científicas. Com esse ponto de partida, muitos países passaram a realizar ações de promoção e fortalecimento de políticas voltadas à equidade de gênero na ciência. Até o momento, a celebração já reuniu mais de 1.600 estudantes de diversos níveis de ensino nas unidades da Fundação em todo o país.