Microscópios, jalecos e sonhos em construção. Esta é a Imersão no Verão, uma iniciativa que já entrou para o calendário da Fiocruz e que, este ano, receberá cerca de 150 alunas da rede pública do Rio de Janeiro, entre 9 e 11 de fevereiro, das 8h às 17h, para conhecer, na prática, como se constrói a ciência. No Icict, a garotada vai conhecer um pouco do Instituto e sua história, aproveitando para visitar laboratórios e explorar a Biblioteca de Manguinhos.
Imersão no Verão 2026
Nesta edição do projeto, estão programadas 40 atividades, que envolvem mais de 200 mulheres, entre pesquisadoras e profissionais da saúde e pós-graduandas, de 13 unidades técnico-científicas.
Serão promovidas experiências em laboratórios, rodas de conversa e dinâmicas de grupo, palestras, jogos educativos, visita à fábrica de vacinas, atividades culturais e muito mais. As atividades integram as celebrações pelo Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência (11/02).
Mulheres e Meninas na Ciência
A Imersão no Verão 2026 é uma ação do Programa Mulheres e Meninas na Ciência e é organizada pela Coordenação de Divulgação Científica (CDC), da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic). O evento aposta na experiência prática como um caminho para ampliar o acesso, a representatividade e o protagonismo nas áreas científicas em que há sub-representação feminina. Para Cristina Araripe, coordenadora do programa, essa edição reforça o compromisso da Fiocruz em reduzir a desigualdade de gênero na ciência e em construir novas trajetórias, incentivando que a curiosidade das jovens se converta em futuro profissional.
A coordenadora assegura que esta vivência é transformadora, pois coloca as alunas no centro da ação científica. “As estudantes vão observar qual é o caminho seguido a partir da pergunta de pesquisa até seu resultado e como a produção científica é desenvolvida”, observa. Voltada para estudantes que se identificam com o gênero feminino, residentes no estado do Rio e matriculadas no Ensino Médio em escolas públicas em 2026, a Imersão no Verão permite que as estudantes tenham a oportunidade de verem de perto a produção do conhecimento em uma instituição pública de referência em pesquisa e inovação em saúde. “É um mergulho na ciência”, diz Cristina. “Queremos desmistificar a carreira científica e apresentar trajetórias reais de mulheres que fazem ciência, mostrando os desafios e as conquistas de cada uma na profissão”.
Pela Biblioteca de Manguinhos
Na terça-feira (10/02), as estudantes vão realizar atividades no Icict, com mulheres que atuam em diferentes áreas. Guiadas por Juliana Krapp (coordenadora da Portinho Livre) e Renata Rezende (Ascom/Eventos), vão conhecer a Biblioteca de Manguinhos e a direção do Instituto .
As meninas terão a oportunidade de aprender um pouco sobre o trabalho realizado no Icict e a atuação de suas quatro vice-diretoras – Ingrid Jann (Gestão e Desenvolvimento Institucional), Renata Gracie (Pesquisa), Tania Santos (Comunicação e Informação) e Kizi Araújo (Ensino).
Em seguida, participarão de atividades em diferentes laboratórios, com as pesquisadoras Renata Gracie (Observatório de Clima e Saúde), Marianna Zattar (LICTS), Dalia Romero (LIS) e Giseli Damacena (LIS).
Unidades envolvidas
As práticas da Imersão no Verão 2026 estarão distribuídas por diferentes campi da Fiocruz, no Rio de Janeiro, em dois turnos, e as atividades serão coordenadas por 67 pesquisadoras. No Campus Manguinhos, que concentra a maior parte das ações, participam:
- Casa de Oswaldo Cruz (COC), 12 estudantes;
- Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS), com 14;
- Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), com 50;
- Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), com 10;
- Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (Elsa), com 3;
- Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), com 7;
- Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), com 7;
- Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), com 8;
- Instituto Oswaldo Cruz (IOC), com 35);
- Plataforma Tecnológica Institucional, com 2;
- Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde (VPPCB), com 6.
No Flamengo, o Instituto Fernandes Figueira (IFF) receberá 4 estudantes. E a unidade de Farmanguinhos (FAR), 3 estudantes.
Sobre a iniciativa
Comemorado em 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência mobiliza trabalhadoras de várias unidades técnico-científicas regionais e escritórios da Fundação. Desde 2019, as celebrações do Dia Internacional acontecem no Rio e em outras regionais da Fundação, com atividades variadas. A data foi instituída na Assembleia Geral da ONU, para dar visibilidade ao trabalho das mulheres cientistas e incentivar jovens estudantes a seguirem carreiras científicas. Com esse ponto de partida, muitos países passaram a realizar ações de promoção e fortalecimento de políticas voltadas à equidade de gênero na ciência. Até o momento, a celebração já reuniu mais de 1.600 estudantes de diversos níveis de ensino nas unidades da Fundação em todo o país.