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Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde-
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Nathalia Andrade
Resumo
A pandemia de covid-19 intensificou o idadismo no Brasil, amplificando estereótipos e discriminações contra a população idosa nos meios de comunicação. Este artigo tem o objetivo de analisar como publicações midiáticas brasileiras representaram e/ou denunciaram o idadismo durante a pandemia, considerando desigualdades de gênero, socioeconômicas e raciais. Foi realizada uma pesquisa exploratória e descritiva, com análise documental de publicações da Plataforma de Ciência de Dados aplicada à Saúde, entre março de 2020 e dezembro de 2022, o que levou a 77 publicações. Foi possível observar que os picos discursivos sobre idadismo acompanharam os períodos de maior gravidade sanitária. O cotidiano (71,4%) e o mercado de trabalho (11,7%) foram os contextos mais frequentes em que isso se deu; 48,1% das publicações tinham caráter crítico ao idadismo. Apenas 26% mencionaram a mulher como alvo, 6,5% abordaram desigualdade racial, e 3% se referiram ao idadismo na comunidade LGBTQIA+. Concluiu-se que o idadismo midiático no Brasil expressa processos históricos e estruturais, exigindo políticas públicas interseccionais e transformação das práticas comunicacionais.Últimos artigos
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