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Abrascão 2025: participantes compartilham reflexões para o campo

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Assessoria de Comunicação do Icict
| Atualizado
Imagem de divulgação nas cores azul e vermelho, com o texto # Icict No Abrascão 2025.
Evento teve como tema 'Democracia, equidade e justiça climática: a saúde e o enfrentamento dos desafios do século XXI'.

Pesquisadores, estudantes e trabalhadores do Icict, que estiveram no 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, comentam aprendizados e temas-chave discutidos no evento. Realizado em Brasília, de 28 de novembro a 3 de dezembro, o Abrascão pautou o debate em torno dos desafios do saúde coletiva no Século XXI.

Eu fiquei extremamente satisfeito e empolgado com o que eu pude ver e trocar no 14º Abrascão, participando de mesas com discussões muito interessantes e muito necessárias para o campo da informação e da comunicação e saúde. Eu destacaria a questão da soberania de dados e dos aspectos da informação e comunicação em saúde, no que diz respeito à democracia e à defesa do Estado Democrático de Direito. Tivemos ainda uma série de conversas muito importantes sobre a influência e os impactos e desdobramentos da Inteligência Artificial na saúde e, também, na comunicação científica. A gente sai bastante inspirado a pesquisar, trabalhar e contribuir para uma saúde pública cada vez mais fortalecida.

Adriano da Silva
Diretor do Icict

Não há dúvidas quanto à centralidade que a Comunicação e a Informação devem ocupar, cada vez mais, nos debates da Saúde Coletiva do século XXI. O 14⁰ Abrascão foi um importante espaço de reflexões em defesa da democracia e em defesa da saúde da população. 

São muitas experiências apresentadas, muitas trocas possibilitadas e diversos caminhos discutidos. De um modo geral, nos levam a considerar o que se faz necessário cotidianamente: a defesa do SUS; o reconhecimento do direito à Comunicação e do direito à Informação como essenciais à vida; a importância de estarmos juntos no enfrentamento à desinformação; a percepção de que devemos lutar sempre pela democracia. Encontros como este reforçam a potência que se instaura, quando múltiplos atores se unem em prol da defesa dos direitos humanos.

A luta contra as desigualdades deve ser feita coletivamente e isso tem sido uma marca importante nos debates deste evento. Sem Informação e sem Comunicação não se garante Saúde à sociedade.

Izamara Bastos
Pesquisadora do Laboratório de Comunicação e Saúde (Laces) e docente do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS)

Participar deste Abrascão foi uma oportunidade para encontrar perspectivas de construção coletiva do conhecimento de modo solidário, responsável, plural e diverso. Na minha bagagem, trouxe discussões sobre negacionismo científico, desinformação científica, educação em informação em saúde (health information literacy). Retorno com a saúde sob o ponto de vista da solidariedade em que são pessoas e com pessoas que construímos o conhecimento a partir de diferentes saberes, o que estimula ainda mais a vontade da práxis voltada para informação como afeto em redes de confiança.

Marianna Zattar
Pesquisadora do Laboratório de Informação e Comunicação Científica e Tecnológica em Saúde (LICTS)

Dentre as ideias e aprendizados da informação e da comunicação para a saúde coletiva do século XXI, percebo que a difícil compatibilização da democracia com o capitalismo nos desafia cada vez mais na prática da promoção da saúde. Direitos sociais jamais poderiam ser pautados ou organizados por interesses mercadológicos. A luta é dura, mas, sem dúvida, o melhor lado de se estar é o da saúde coletiva.

Daniela Muzi
Pesquisadora do campo da comunicação e saúde e docente do PPGICS

O acesso à informação e o acesso à comunicação são direitos que estruturam a própria cidadania. E, quando os cidadãos compreendem e participam das decisões sobre saúde digital e proteção de dados pessoais, a saúde deixa de ser apenas um serviço ofertado e se torna um espaço de exercício democrático e corresponsabilidade.

Fabiana Dias
Doutoranda PPGICS/Icict

Para mim, o melhor do Abrascão é ver o que as pesquisas em saúde coletiva têm produzido de mais atual, em diferentes áreas. Observar essa diversidade sempre traz insights para quem atua com comunicação. Por outro lado, senti falta justamente de mais protagonismo da comunicação na agenda do congresso. A saúde coletiva está no cerne dos maiores desafios da humanidade, hoje, pois indissociável de duas dimensões que estão sob grande ameaça: o meio ambiente e as democracias. Só que não é possível falar em saúde coletiva, em crise do clima ou das democracias, sem levar em conta a centralidade da comunicação para a vida contemporânea. Por tudo isso, senti falta da comunicação nos grandes debates do congresso, por exemplo.

Juliana Krapp
Coordenadora da Portinho Livre – Plataforma de livros infantojuvenis sobre ciência e saúde

Participar do Abrascão foi especial! Tive a felicidade de apresentar trabalhos que abordaram, de forma direta ou indireta, as bibliotecas na ciência contemporânea. Considero que essa foi uma oportunidade valiosa de reforçar a importância dessa temática no contexto da saúde coletiva. Além disso, o evento proporcionou momentos de aprendizado e troca de experiências, que me inspiraram e me fizeram refletir sobre a atuação das bibliotecas de saúde sob diferentes perspectivas.

Simone Dib
Bibliotecária; coordenadora-adjunta da Rede de Bibliotecas Fiocruz

*Arte: Thays Coutinho (Icict/Fiocruz)